A primeira Casa de Câmara e Cadeia foi instalada temporariamente na casa do primeiro presidente, Pedro Frazão de Brito, próximo à primeira Matriz.
As terras da Câmara foram doadas por Antônio Pereira, que recebeu em troca a posse hereditária do cargo de escrivão da Câmara.
A partir de meados de 1722, as reuniões entre camaristas (vereadores) aconteciam em uma casa na ladeira de São Gonçalo,
onde havia também uma prisão para mulheres, em um puxado.
Acredita-se que houve posteriormente uma cadeia no mesmo bairro que foi acometida por um incêndio, demandando sua transferência para a Praça da Sé.
Devido ao estado precário e inadequado da Câmara, o Rei cedeu um edifício na atual Rua Direita.
Em 1747, o governador e ouvidor geral de Vila Rica, juntamente com os integrantes da Câmara de Mariana, escreveram….
ao Rei solicitando a utilização do terreno do Quartel dos Dragões e a demolição do quartel desativado para construir a sede da Câmara.
Para que uma obra dessa magnitude fosse executada, era encomendado um projeto a ser seguido, na época chamado de “risco”.
O risco da Casa de Câmara e Cadeia de Mariana foi feito por José Pereira dos Santos, em 1762. Após a organização dos prospectos e apontamentos se….
colocavam em pregão em praça pública as construções para serem arrematadas por aquele que oferecesse menor preço para execução do serviço,
no caso de Mariana, o arrematante foi o alferes José Pereira Arouca, em 1782.
Feito isso, se lavrava o termo ou auto de arrematação, através do qual se descreviam os serviços a serem executados. A mão-de-obra era conformada por:
- Presos da localidade, dentre os quais havia os galés, que foram condenados a realizar serviços públicos, sem receber nenhum tipo de salário;
- Negros, responsáveis pelos “transportes de materiais, emboços, barreamentos e entulho”;
- Indígenas que dominavam a técnica de cortes em madeira e transportes;
- Oficiais mecânicos, responsáveis pelos “trabalhos de pedreiro, carapina e pintura, como aponta Barreto (1947, p. 67);
Em 10 de novembro de 1949, Sylvio de Vasconcellos, na função de Chefe do Distrito do DPHAN, solicitou o tombamento da Casa de Câmara e Cadeia de Mariana,
tendo obtido resposta positiva de Lúcio Costa, então diretor do DET, e Rodrigo Mello Franco de Andrade, diretor do SPHAN, em 30 de novembro de 1949.
No dia 02 de dezembro de 1949, Rodrigo M. F de Andrade comunica, através da…
notificação nº 593, ao prefeito Cônego José Cotta a “determinação de inscrição da Casa do Paço Municipal no Livro do Tombo das Belas Artes”,
tendo como resposta posição favorável. Em 19 de dezembro do mesmo ano, Carlos Drummond de Andrade inscreve a Casa de Câmara e Cadeia,
sob o número 345, folha 71, no Livro de Tombo das Belas Artes. Após ter deixado sua função de cadeia ....
no início dos anos 70, no pavimento térreo da edificação passou a funcionar a Prefeitura Municipal que se manteve até a data de 29/06/1996, sendo prefeito João Ramos."